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Suspensão

De momento o blog encontra-se suspenso por dificuldades de agenda.
Se retomar, talvez só no final do presente mês.

Obrigado.

O ex-árbitro internacional Veiga Trigo defende que a arbitragem portuguesa necessita de “uma limpeza”. O bejense afasta qualquer possibilidade de dirigir a Comissão de Arbitragem.
Veiga Trigo fala as responsabilidades de Pereira e de Laurentino Dias, Luís Guilherme e Paulo Paraty, da eternização de Bruno Paixão e diz “não” aos árbitros estrangeiros em Portugal.

Entrevista para ouvir no Jornal de Desporto (08h45, 12h45 e 17h45) da Rádio Voz da Planície (104.5 Fm / http://www.vozdaplanicie.pt/ ).
Avolumam-se os casos de erros graves de arbitragem no futebol português, as suspeitas de favorecimento de alguns clubes é cada vez maior, os mais recentes desempenhos dos árbitros nos jogos dos “três grandes”, fez subir a contestação e o desejo de mudança, face às recentes declarações do presidente dos árbitros, que levou várias vozes a levantarem-se contra “o sistema”.
O antigo árbitro internacional bejense Veiga Trigo, é o melhor exemplo dessa contestação, rejeitando qualquer possibilidade de “assumir a presidência dos árbitros” defendendo que “é necessária uma limpeza”.
Veiga Trigo defende que é necessário “varrer, pôr muita gente na rua e fazer saneamentos em várias frentes”, justificando que uma das grandes guerras do seio da arbitragem e que está a dividir os árbitros “é a profissionalização”.
Outras opiniões de Veiga Trigo:
Vítor Pereira: “Não esgotou o seu tempo em Portugal, tem que tomar medidas drásticas. Safa-o o seu peso internacional, senão era o fim de arbitragem portuguesa no estrangeiro”.
Laurentino Dias: “Ele sabe muito bem quais as condições (requisição à EDP) em Vítor Pereira anda na arbitragem portuguesa há 20 anos”.
Presidente da C.A. da Liga: “Não está nos meus horizontes. A arbitragem mudou muito. Pelo meu feito não pactuava com certas coisas. Há que sanear”.
Luís Guilherme e Paulo Paraty: “Não são nomes credíveis. Guilherme fez um trabalho zero na APAF e na Liga. Quer estar agarrado a qualquer coisa. É a renovação da continuidade”.
Bruno Paixão: “Vítor Pereira tem que agir acerca das palavras desse senhor. Ele não vitalício como internacional. O contributo dele tem sido zero. É uma dos males da arbitragem e o presidente da arbitragem tem que tomar posição”.
Árbitros estrangeiros: “Não tem lógica chamar árbitros estrangeiros. O futebol português parou no tempo. É preciso é resolver o problema interno da nossa arbitragem”.


Teixeira Correia

Sessão de Estudo hoje

A Comissão de Apoio Técnico do Conselho de Arbitragem da A. F. Beja agendou para hoje pelas 19 horas uma Sessão de Estudo que serve de preparação para as provas intercalares a realizar no dia 14 de Fevereiro.
Embora a presença seja facultativa espera-se uma sala com muitas presenças.
Esta mesma acção decorreu na passada 2ª Feira em Aldeia dos Fernandes para os árbitros daquela zona.

"Não me demito”

Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, diz ao Correio da Manhã estar tranquilo e não vê razões para deixar o cargo, como exigem Sporting e Sp. Braga.
Correio da Manhã – Como reage ao pedido de demissão exigido por Sporting e Sp. Braga?
Vítor Pereira – Não me demito. Não tenho razões para isso.
Está tranquilo?
Claro e vou continuar a trabalhar como sempre fiz a fim de cumprir com todos os objectivos a que nos propusemos.
Sente que continua a ter a confiança dos dirigentes da Liga?
É uma questão que neste momento não se põe.
Os árbitros que têm errado vão continuar a ficar duas ou mais jornadas a descansar.
Absolutamente.
Ficou incomodado com os últimos erros da arbitragem, nomeadamente nos jogos Benfica-Sp. Braga e Rio Ave-Sporting?
Custa-nos sempre que os árbitros não cumpram a missão que definimos para esta época: garantir a imparcialidade e a criação de valor para o futebol. Queremos continuar a tentar encontrar soluções que permitam que actuem o melhor que possam.
Mantém que os juízes portugueses estão entre os melhores do Mundo?
É a FIFA que o diz. Limitei-me a constatar factos. Na lista de internacionais, só Argentina, Brasil, França, Espanha e Alemanha têm o pleno: dez árbitros e dez assistentes. Logo a seguir vêm Itália e Portugal com 19.
Os árbitros portugueses vão estar no Mundial 2010?
Acredito que sim, tal como a Selecção.
Que conselhos deixa a juízes e clubes?
Aos árbitros dirijo-os pessoalmente. Aos clubes a única coisa que digo é que o clima criado é prejudicial a toda a gente, sobretudo aos árbitros.
Mesquita Machado, presidente da AG da Federação Portuguesa de Futebol, disse que Paulo Baptista "não tinha sido a primeira escolha" para o Benfica-Sp. Braga. É verdade?
Esse processo foi entregue ao Conselho de Justiça da FPF e à Procuradoria-Geral da República. Mas é evidente que todas as pessoas que estão no futebol ficam incomodadas com essas afirmações.
PERFIL
Vítor manuel Melo Pereira nasceu em Lisboa a 24 de Abril de 1954 (54 anos). Foi internacional e considerado um dos melhores árbitros portugueses. Participou no Euro 2000 e nos Mundiais França’98 e Coreia do Sul/Japão 2002, ano em que abandonou a carreira para, em 2006, assumir a presidência da Comissão de Arbitragem da Liga.
Octávio Lopes

Depois de na passada semana se ter realizado em Tomar o Curso dos Árbitros de 2ª Categoria de Futebol de 11 onde estiveram presentes Marco Tombinhas e Tiago Canário da A. F. Beja amanhã é a vez dos Árbitros Assistentes sendo que os nossos representantes serão Carlos Nilha, Ricardo Cabecinha e António Coimbra.

Em entrevista à Rádio Renascença o antigo árbitro internacional bejense, Veiga Trigo "rasga" Vítor Pereira, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga.
Para ouvir a Planície Desportiva (104.5 Fm)

Veiga Trigo disse, numa entrevista ao programa “Bola Branca”, que o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, Vítor Pereira, está neste órgão a defender o seu “tacho”. Na terça-feira, Pereira tinha dito que "quem não acreditar no futebol, não deve ir aos estádios". Isto, depois do célebre lamento de não poder ir ao mercado de inverno contratar árbitros. No seu estilo Veiga Trigo, foi “puro e duro”.
O antigo árbitro internacional considera ainda, que têm que ser escolhidos os melhores árbitros, e não, os que têm “padrinhos” nas Associações de Futebol…
O presidente da Comissão de Arbitragem disse também que a arbitragem portuguesa está no “top dez” mundial. O certo é que os erros se têm sucedido, ao ponto de Veiga Trigo considerar que já está a ser demais


Teixeira Correia, in www.vozdaplanicie.pt

Veredictos do Tribunal de O JOGO
Jorge Coroado
SIM

"Por princípio sou contra. Mas diria claramente que sim. Tomando também por princípio a globalização e prática da arbitragem noutras latitudes por árbitros portugueses, a chegada de árbitros estrangeiros ao nosso campeonato não me melindra. Os problemas não serão resolvidos, mas grande parte da contestação a que os árbitros são sujeitos perdem cabimento. Talvez sem essa contestação se transmita maior tranquilidade a todos os intervenientes no jogo. Eu tinha mais gozo em arbitrar a nível internacional, mas não por me sentir menos pressionado. Apenas porque os jogos não tinham tantas interrupções e fingimentos."
Rosa Santos
NÃO

"Penso que não faz sentido. Os outros países também têm problemas. Ainda esta semana em Espanha aconteceu um coisa grave no Real Madrid-Osasuna. Um árbitro estrangeiro se calhar faz pior do que um português, mas não é tão contestado. O presidente do Braga, quando se queixou, deveria também dizer que o Renteria teve três oportunidades isolado e não marcou. Não podemos menosprezar as nossas pessoas. Quem manda tem de lhes dar confiança, condições e protecção. Os mesmos que aqui erram, arbitram na UEFA e bem! No meu tempo já sentia que era mais fácil apitar jogos internacionais. Aí há grandes estruturas."
António Rola
SIM

"Perante a globalização e porque a nossa cultura ainda tem a tendência de considerar o que é de fora melhor, não me choca nada a ideia, até para aferir da competência dos nossos árbitros e desmitificar o conceito de ser árbitro. Admito que venham, mas que não seja só para jogos onde intervenham equipas grandes, pois a não discriminação está instituída. O que vejo actualmente em Portugal é uma grande instabilidade, falta de rigor e critério uniforme. Parar para pensar seria muito bom para decidir melhor no futuro. Neste momento conturbado era um bom medicamento."

ÁRBITRO ADVOGA QUE É PRECISO DEFENDER O FUTEBOL
O setubalense Bruno Paixão foi um dos árbitros internacionais que receberam esta terça-feira as insígnias da FIFA e, à margem da cerimónia realizada na sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em Lisboa, recusou comentar as incidências do Benfica-Belenenses (1-0), a contar para a Taça da Liga, advogando que o futebol tem que ser defendido. "Se não defendermos o nosso espetáculo, vamos destruí-lo. Os árbitros trabalham todos os dias, treinam a nível mental, físico e técnico, para terem menos erros, mas o erro faz parte do nosso espetáculo", afirmou o árbitro setubalense. Já Lucílio Baptista, outro árbitro setubalense e o mais antigo internacional em actividade, adiantou que não está contra a ideia defendida pelos dirigentes do Sporting de Braga, no sentido de serem estrangeiros a arbitrar os principais jogos em Portugal. "Por princípio, não me choca. Até porque já arbitrei muitos jogos no estrangeiro, portanto, seria um contrassenso estar na linha da frente dessa luta. É uma ideia que não me repugna, mas desengane-se quem pensa que não haveria erros na mesma", adiantou o juiz setubalense.

LÍDER DA CA DA LIGA REJEITA RECEBER DIRIGENTES DO SP. BRAGA
O presidente da Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Vítor Pereira, assumiu hoje ter recusado receber representantes do Sporting de Braga e alertou que o clima de suspeição em torno do setor pode acabar com os campeonatos profissionais.
"Se as pessoas não acreditam no futebol, não vão ao futebol. Quando não houver Liga profissional, haverá muita gente desempregada. Quanto mais se mantiver este estado de espírito, mais condições há para os árbitros não apitarem na plenitude das suas faculdades", afirmou Vítor Pereira, à margem da cerimónia de entrega das insígnias aos árbitros internacionais portugueses, que decorreu na sede da Federação Portuguesa de Futebol, em Lisboa. As declarações de alguns responsáveis do Sporting de Braga na sequência da polémica arbitragem de Paulo Baptista no encontro que os arsenalistas perderam (0-1) no Estádio da Luz foi a razão invocada por Vítor Pereira para não querer receber os dirigentes do clube minhoto.
"A partir do momento em que foi proferido determinado tipo de declarações, a Comissão de Arbitragem (CA) não tem condições para receber o Sporting Clube de Braga", justificou o antigo árbitro internacional, que aproveitou a ocasião para lembrar que Portugal está entre os 10 melhores do Mundo neste sector.
Num evento em que o árbitro assistente Venâncio Tomé foi o único a estrear-se a receber as insígnias da FIFA, o líder da FPF, Gilberto Madaíl, que presidiu à cerimónia, apelou a uma maior "concentração" e "preparação" para se "reduzir a hipótese de erros".


Teste Escrito dos Árbitros de 2ª Categoria realizado em Tomar a 17 de Janeiro de 2009.


Teste dos Observadores de Futebol de 11 da FPF realizado em Peniche a 10 de Janeiro de 2009.

Insígnias da FIFA entregues

Os árbitros internacionais portugueses para 2009 receberam, esta terça-feira, na sede da Federação Portuguesa de Futebol, as insígnias FIFA, numa cerimónia que teve um sabor especial para o assistente, Venâncio Tomé, que ascendeu, este ano, à categoria de internacional pela primeira vez.
Antes de mais, é um orgulho imenso poder pertencer, a partir de agora, ao quadro de árbitros internacionais portugueses. É um objectivo que já perseguia há alguns anos e que vejo agora atingido. No entanto, este não é um fim em si, é antes o início de uma nova etapa na minha carreira na arbitragem”, referiu Venâncio Tomé em declarações ao fpf.pt.
Para o juiz assistente luso – que é árbitro desde 1993, tendo ascendido à primeira categoria nacional em 1997 – o que mais o motiva “é a oportunidade de representar o País além fronteiras”, considerando que tem como principal missão “dignificar a arbitragem portuguesa e a Associação de Futebol de Setúbal [à qual pertence]”.
Estes anos de arbitragem têm sido bastante compensadores, nomeadamente pelo facto de me terem possibilitado actuar com alguns dos melhores árbitros portugueses, muitos dos quais pertencentes aos quadros da elite internacional. Os aspectos positivos têm suplantado, aliás, os grandes sacrifícios que tenho feito na minha vida pessoal e profissional”, concluiu.

Gilberto Madaíl elogia qualidade dos árbitros portugueses
A cerimónia deste final de tarde contou com a presença do Presidente da FPF, Gilberto Madaíl, bem como do responsável máximo pelo Conselho de Arbitragem da Federação, Carlos Esteves, e do líder da Comissão de Arbitragem da LPFP, Vítor Pereira.
Gilberto Madaíl lembrou que "os 29 árbitros que fazem parte do quadro de internacionais são o reflexo do trabalho de qualidade que tem sido feito em Portugal – e que é reconhecido pelas instâncias internacionais –, num sector sempre tão sujeito a críticas e aos holofotes mediáticos".
"E ninguém melhor do que os homens e mulheres que aqui estão sentados sabem o quão difícil é a tarefa de julgar num instante aquilo que muitos outros vêem através de diferentes ângulos, perspectivas e utilizando as mais diversas tecnologias", prosseguiu no discurso que anteceu a entrega das insígnias.
Madaíl lembrou a importância deste dia para os árbitros presentes: "Acredito que esta simples cerimónia terá um significado muito especial para cada um deles. Tanto mais, que representa o reconhecimento do trabalho que têm efectuado ao longo das suas carreiras. Por isso, gostaria, também, em nome da Federação Portuguesa de Futebol, de vos agradecer pelo vosso empenho, esforço, dedicação e capacidade de dar ao futebol o tempo que, de certo, gostariam de poder dedicar às vossas famílias e actividades profissionais".
"Estas palavras são dirigidas de uma forma muito particular ao árbitro assistente, Venâncio Tomé, que hoje se junta ao lote de árbitros internacionais portugueses. Que saiba, tal como os seus pares o têm feito de forma exemplar, dignificar e honrar o nome do País, da FPF e da arbitragem portuguesa", frisou.
"Pedia-vos, ainda assim, e sem entrar em discussões sobre a adopção – ou não – de um regime de profissionalismo na arbitragem, que redobrassem esforços no sentido de se apresentarem cada vez mais concentrado e preparados para evitar, ou reduzir ao mínimo, as hipóteses de erro", lembrou.
"A terminar, não posso deixar de lembrar todos os árbitros e árbitros assistentes que, pelos mais diversos motivos, não conseguiram chegar a este patamar de excelência. Quero dizer-lhes que a FPF e o Futebol Português têm para com eles uma enorme dívida de gratidão e reconhecimento por permitirem que, fim-de-semana após fim-de-semana, por todo o país, nos mais variados escalões e divisões, milhares e milhares de atletas possam fazer aquilo que mais gostam: jogar futebol, possibilitando igualmente que as competições nacionais e distritais decorram com todas as condições", concluiu.
in fpf.pt

Os árbitros lusos Bertino Miranda, João Santos e José Cardinal da AF Porto estarão presentes no próximo Seminário para Árbitros Assistentes, levado a cabo pela FIFA.
O certame terá lugar nas Ilhas Canárias e decorrerá de 3 a 6 de Fevereiro.

Curso da UEFA
Os árbitros internacionais, Olegário Benquerença (AF Leiria), Lucílio Batista (AF Setúbal) e Pedro Proença (AF Lisboa), estarão presentes no próximo Curso da UEFA.
Os três juízes representarão a arbitragem lusa nesta acção agendada para os dias 4 e 5 de Fevereiro, na Espanha.

DE MODO A QUE O FUTURO DO SECTOR SEJA MELHOR
O presidente da Comissão de Arbitragem (CA) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Vítor Pereira, reforçou segunda-feira a necessidade de se investir na formação e investigação "para que a arbitragem no futuro seja melhor". Vítor Pereira, que falava à margem da cerimónia de assinatura de protocolos de cooperação com instituições de investigação e ensino superior, no Porto, defende a "qualificação" para "melhorar a qualidade", "comportamentos" e "desempenhos". Os protocolos vão permitir a realização de investigação científica ao nível das ciências do desporto, psicologia, sociologia, comunicação, economia, engenharia, saúde e recursos humanos. "O objectivo passa por enriquecer a arbitragem com os contributos que podem daí advir, de modo a melhorar a gestão da estrutura humana que é responsável pela credibilização da competição profissional", defendeu Vítor Pereira. "O caminho passa por aqui. Encontrar soluções que permitam resolver problemas", referiu, escusando-se a comentar as recentes polémicas que envolvem as arbitragens dos últimos jogos por não ser o momento oportuno. O presidente da LPFP, Hermínio Loureiro, considerou que os protocolos assinados "constituem mais um passo importante para o desenvolvimento do futebol português e da arbitragem em particular". Hermínio Loureiro destacou os "novos desafios" e "melhoria permanente" que se impõe na dinâmica do futebol e, especificamente, da arbitragem, que "tem sido um sector em que a LPFP tem vindo a investir". O presidente da LPFP destacou a formação como "fundamental para o desenvolvimento da arbitragem" e recordou "o projecto em curso de profissionalização, que já está em estudo ao abrigo do novo enquadramento jurídico desportivo". Loureiro reconhece que, por si só, "a profissionalização não irá acabar com os erros, mas irá proporcionar uma significativa melhoria de condições para fazer uma melhor formação e possibilitar um melhor desempenho". "Não significa que os (árbitros) que estão no exercício das suas funções não se esforçam por dar o seu melhor", acrescentou Hermínio Loureiro, salientando ainda não ser por falta de "trabalho e motivação". O dirigente enalteceu o sinal de "abertura da LPFP à ciência, investigação e saber" - através dos protocolos celebrados com 10 instituições de investigação e ensino superior - e manifestou o desejo de "continuar a trabalhar para um futebol cada vez mais positivo". Assinaram o protocolo as seguintes instituições: Centro de Investigação em Ciências do Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano; Escola Superior de Comunicação Social (Instituto Politécnico de Lisboa); Faculdade de Desporto da Universidade do Porto; Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT); Faculdade de Educação Física e Desporto (ULHT); Faculdade de Motricidade Humana (Universidade Técnica de Lisboa); Instituto Superior da Maia; Instituto Superior de Psicologia Aplicada; Universidade da Madeira; e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A Comissão de Disciplina da Liga de Clubes francesa aplicou seis semanas de castigo a Mamadou Bagayoko, avançado do Nantes. Bagayoko foi expulso no último fim-de-semana, depois de ter empurrado o árbitro durante o jogo com o Mónaco.
O clube do atleta reagiu publicamente através do treinador Elie Baup. «É um exagero. O Mamadou sabe que reagiu mal, mas ele foi uma vítima das entradas dos adversários ao longo de toda a partida», explicou Baup, citado pelo site oficial do Nantes. Bagayoko só voltará a competir no início de Março, quando o Nantes defrontar o St. Étienne. Confirmada esta longa ausência, o Nantes já admite recorrer ao mercado de transferências para reforçar o ataque.

LÍDER DA LIGA GARANTE ESTAR A TRABALHAR NO ASSUNTO

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Hermínio Loureiro, admitiu hoje que assiste com preocupação à série de erros de arbitragem dos últimos tempos, mas garantiu que está a ser feito tudo o que é possível para que se erre o menos possível.
"Assisto com preocupação natural a alguns erros", reconheceu o dirigente no final da reunião do Conselho Nacional do Desporto, acrescentando que reserva para si a análise que faz das arbitragens, por não ter conhecimentos sobre a matéria.
De qualquer forma, o líder da Liga considerou essencial "afastar o clima de suspeição no futebol", lembrando que o organismo tem "em curso um projecto de profissionalização da arbitragem e tem criado mais e melhores condições para os árbitros".
Sobre o caso concreto da arbitragem de Paulo Baptista no Benfica-Sporting de Braga, muito contestada pelos minhotos, Hermínio Loureiro limitou-se a lembrar que as "matérias de arbitragem são discutidas com o presidente da comissão de arbitragem".
O presidente da LPFP garantiu que se os dirigentes do Sporting de Braga solicitarem uma reunião à Comissão de Arbitragem, "ela será marcada o mais breve possível", manifestando-se igualmente disponível para se encontrar com os responsáveis arsenalistas, mas para falar de futebol.
"Se quiserem falar com o presidente da Liga estarei disponível para reunir, mas para falar sobre futebol. Não vale a pena discutirem comigo matéria de arbitragem", concluiu.

Histórias com Árbitros - De como corromper dois árbitros com 250 €

Como é que se corrompe um árbitro? É fácil, é difícil? ‘A melhor forma’ – disse-me em noite de confidências o velho ex-presidente de um grande clube – é ‘falar’ com um dos bandeirinhas, são mais acessíveis e mais baratos. Quem assinala, ou não assinala, os offsides, os penáltis, as faltas junto à grande área? ‘Nunca dei um tostão a um árbitro!’
Lembrei-me desta história a propósito das recentes parangonas sobre a detenção em flagrante de um dirigente desportivo dos ‘distritais’ de Vila Real a entregar 250 € a dois árbitros, um deles agente da GNR e árbitro nas horas vagas. O incidente, uma tentativa de corrupção, parece ser frequente nos escalões mais baixos do futebol em certas zonas do País mas só veio à luz do dia porque um dos árbitros aliciados (curiosamente, o que não era da GNR) resolveu fazer a denúncia da situação a dois inspectores da PJ e estes, apesar da simplicidade do caso, fizeram escutas telefónicas ao alegado corruptor. Talvez por causa destes ingredientes, o caso viria a merecer as parangonas dos jornais desportivos e não desportivos, servindo, pelo menos, para mostrar o preço da honra de dois árbitros, sendo um deles militar da GNR: 125 €!
Bem sei que estamos em tempo de crise mas deve ser por estas e por outras que o sr. Vítor Pereira, o ‘patrão’ dos árbitros, promete há quatro anos a profissionalização dos ditos-cujos e que o sr. Pinto da Costa e outros fogem das escutas como o Diabo da cruz. Ainda há pouco mais de um ano, dois árbitros (andam sempre aos pares, como os patos e os polícias de giro) da AF Viseu, José Cunha e Fernando Dias, e dois dirigentes do Sporting de Lamego, Rodrigo Guedes e Jerónimo Medeiros, foram também detidos em flagrante… com 500 € entre mãos.
Está tudo na Justiça, que os deve chamar daqui por seis ou sete anos. Na memória de muita gente estarão ainda muitos casos de corrupção de árbitros em flagrante, desde o famoso processo Francisco Silva, apanhado pelo próprio ‘patrão’, ou seja, o então presidente do Conselho de Arbitragem e futuro advogado do sr. Pinto da Costa, o inefável Lourenço Pinto, que nunca revelou quem lhe fizera a denúncia (Francisco Silva seria, aliás, caso único, punido com a irradiação), aos casos de José Silvano, que se ‘retirou’ para Angola, ou o de José Guímaro, que se ‘retirou’ para a cadeia, mais o dos ‘quinhentinhos’ de Reinaldo Teles, etc., para tudo ir desembocar, como o Carnaval, não na quarta--feira de Cinzas mas no ‘Apito Dourado’. O que está a ser quase a mesma coisa…

Rui Cartaxana

Árbitro agredido em Sines

O guarda-redes da AD Quinta do Conde (Sesimbra), José Madeira, agrediu o árbitro Vítor Lourenço, no jogo do último domingo em Sines diante do Vasco Gama (2-0), da 11ª jornada da II Divisão Distrital de Setúbal.
Aos 68’, o jogador foi expulso por insultos a adeptos que se encontravam na bancada, depois do juiz setubalense ter recebido a indicação de um dos seus assistentes. "O árbitro disse-me que depois levou um pontapé nas costas à Van Damme", disse ao Correio da Manhã Francisco Mirote, dirigente do Conselho de Arbitragem da AF Setúbal.
O CM tentou ouvir os dois intervenientes, mas sem sucesso.

ÁRBITRO EXPLICOU DECLARAÇÕES APÓS BENFICA-NACIONAL
O árbitro Pedro Henriques deslocou-se ontem à sede da Liga para prestar esclarecimentos no âmbito de um processo aberto pela Comissão Disciplinar (CD) daquele organismo. Ao que Record apurou, em causa estiveram as declarações que o juiz de Lisboa proferiu depois de ter apitado o último confronto entre Benfica e Nacional.
Os estatutos que regem a atividade dos árbitros em Portugal não permitem que os mesmos expliquem as suas decisões publicamente, premissa que os elementos da CD estão a analisar se Pedro Henriques quebrou quando falou aos meios de comunicação social sobre as decisões que tomou no lance em que assinalou mão na bola de Miguel Vítor, assim como na expulsão de Nuno Gomes, já no final do encontro.
Pedro Henriques terá alegado que, depois das críticas de que foi alvo por parte dos dirigentes do Benfica, quis explanar a interpretação que faz da lei.

Observadores da FPF em provas

Este fim de semana ficou marcado pelo início das provas de Avaliação e Reflexão do Conselho de Arbitragem da FPF.
No sábado foi a vez dos Observadores de Futebol de 11 enquanto que no domingo coube aos representantes do Futsal a oportunidade de formação.
Da A. F. Beja estiveram presentes Manuel Custódio (Futebol de 11) e José Teodósio e Mário Burrica (Futsal).


 

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