A alimentação personalizada e planeada é a chave do bem estar e metade do segredo do sucesso.

Uma correcta alimentação é aquela que proporciona um bom estado de saúde ao atleta , que se traduz numa melhoria do seu rendimento desportivo e numa melhoria do seu estado de saúde a longo prazo.Para se estabelecer uma dieta para o desportista temos de entrar em linha de conta com o tipo de desporto, a idade, a raça, o sexo , o clima a altitude, os factores socio económicos, etc. Não há uma dieta do desportista , há sim uma dieta do atleta.Os glucidos têm uma função energética, mas também uma importante função plástica. O glicogénio e a glicose são os combustíveis que permitem maior rendimento ao músculo. Os lipidos são importantes como fornecedores de energia e como factores de absorção das vitaminas liposolúveis. As proteinas têm uma função essencialmente plástica e participam nos sistema enzimáticos, imunológico e hormonal.Também devemos contar com as necessidades em água, minerais, e vitaminas (B1, B6, B12 e C). Os principios básicos para uma correcta alimentação do desportista, devem entrar em consideração, com as diversas etapas que o atleta atravessa .Deve-se planear a ração de treino, a ração de competição e a ração de recuperação. A ração calórica deverá ser constituída por 55% de hidratos de carbono ( arroz, massa, pão, batata, açúcar, bolos, etc. ), 30% de gorduras ( relação gordura vegetal / gordura animal = 1 ) e 15 % de proteínas ( relação proteínas animais / vegetais = 1 ).

ÁGUA
Uma boa hidratação é fundamental no desportista não só porque o rendimento de um atleta diminui com o aumento da desidratação mas também porque certas lesões desportivas ( roturas musculares e tendinites) são mais frequentes quando há desidratação. A quantidade deve ser no minimo ser 3 l / dia : 1,5 l como bebida e 1, 5 l incorporadas nos alimentos ). O ideal será que o atleta nunca sinta sede, devendo-se administar pequenas quantidades de água quer na fase pré-competitiva quer durante a competição.

RAÇÃO DE TREINO
Corresponde à alimentação de base do atleta, devendo a ração calórica, proteínas, hidratos de carbono e gorduras serem administradas nas proporções atrás referidas.Preferir alimentos cozidos e grelhados distribuidos em 6 refeições por dia. As bebidas alcoólicas, se bem que não tragam qualquer benefício, podem ser consumidas nesta fase desde que moderadamente ( até 250 ml de vinho ou 500 ml de cerveja / dia ).

RAÇÃO DE COMPETIÇÃO Incluem-se nesta rubrica a última refeição antes da competição, a ração de espera e a ração após a competição.

ÚLTIMA REFEIÇÃO ANTES DA COMPETIÇÃO
Deverá ser uma refeição equilibrada nos seus constituintes ( proteínas, gorduras e hidratos de carbono ) de fácil digestão ( confecção à base de cozidos e grelhados , com pouca gordura e sem álcool ), e que não provoque flatulência ( evitar o feijão seco, o grão de bico, as favas e a batata ). Esta refeição, que deverá ser sempre respeitada, deverá ser ingerida no minimo 3 horas antes da competição. Entre o fim da ultima refeição e o inicio da competição deve-se administrar uma bebida açucarada com o objectivo de evitar as hipoglicémias secundárias à ansiedade. Deve ser composta por água, açucar ( frutose ) e eventualmente sais minerais, e ser administrada na quantidade de 150 ml de ½ em ½ hora. A frutose não sendo metabolizada pela insulina , permite manter os niveis de glicemia estáveis sem o risco de hipoglicémia reaccional, por aumento da produção de insulina, como acontece com a glicose.


RAÇÃO DURANTE A COMPETIÇÃO –Desportos de média duração ( futebol, basquetebol, andebol, voleibol, etc. Deve ser administrada no intervalo do jogo tendo por finalidade fornecer energia, água e sais minerais. A ração a administrar deverá conter água, de preferência bicarbonatada com 2 a 6% de frutose , cloreto de sódio ( sal ) e potássio. Há preparados comerciais já prontos a utilizar devendo estas bebidas ser ingeridas à temperatura de 10 a 15 graus nos climas quentes e mais aquecida nos climas frios. Desporto de longa duração - ciclismos, alpinismo, caça submarina, sky de fundo, etc. Neste caso, para além da água ( de preferência alcalina) e minerais a ração deverá ainda fornecer proteínas ( ou aminoácidos ) com o objectivo de promover a reparação celular e manter o tónus neurovegetativo. Assim em cada ½ hora deverá ser administrada uma ração igual à utilizada para os desportos de média duração e em cada duas horas uma pasta de carne ou de um concentrado de aminoácidos (preparação industrial ).

RAÇÃO DE RECUPERAÇÃO ( Durante 48 horas a seguir à competição)

Objectivo - desintoxicar o organismo e reparar as perdas .- anular a acidémia ( oferecendo alimentos alcalinizantes – queijo, leite, iogurte, fruta, saladas, vegetais) Deve –se : ingerir muitos liquidos ( água e leite magro). A primeira refeição post competição não deve conter nem peixe nem carne ( autorizado no jantar seguinte) mas apenas fruta e legumes. No segundo dia até há que fazer uma refeição hipercalórica ( 4000 – 5000 Kcal) e rica em proteínas (20%), para reposição.
Se cumprirem estas regras, é possível em segurança colher todos os benefícios do exercício físico e ir até onde a imaginação nos levar…

in medicosdeportugal.saude.sapo.pt

A primeira eliminatória da Taça UEFA, cuja primeira mão se disputa já no dia 18 deste mês, contará com a presença de cinco internacionais lusos.
Assim, Lucílio Batista (Setúbal) vai dirigir, no dia 18, o Tottenham-Wisla Cracóvia, enquanto Paulo Costa (Porto) estará no MSK Zilina-Levski de Sófia.
Na segunda ronda da Taça UEFA, a realizar dia 2 de Outubro, Duarte Gomes (Lisboa) vai apitar o Sparta Praga-Dínamo de Zagreb e Pedro Proença (Lisboa) dirige o Schalke 04-APOEL.
Por último, Bruno Paixão (Setúbal) está nomeado para o Partizan-Timisoara.

Stress no desporto

Praticamente todos os dias ouvimos falar de Stress e dos seus efeitos negativos na nossa saúde e bem estar. Todos os anos, os médicos prescrevem milhões de antidepressivos, tranquilizantes e hipnóticos que resolvem apenas parte do problema. Mas ao contrário do que se pensa, o stress não merece uma visão tão negativa, já que sem ele, provavelmente nem nos conseguiríamos levantar ou realizar as tarefas do nosso dia-a-dia.
Todo o bom desportista sabe que na realidade o stress até pode constituir uma fonte de prazer. O efeito real e imediato daquilo a que chamamos stress é a activação de todos os recursos disponíveis, o que se revela indispensável em toda uma variedade de circunstâncias desde situações de emergência, de avaliação ou competição. O aumento da ansiedade melhora o desempenho, mas apenas até certo ponto a partir da qual a relação inicialmente positiva passa a negativa, decrescendo o desempenho à medida que a ansiedade aumenta.
Assim, é perfeitamente normal (e até importante) algum nível de ansiedade durante as provas desportivas, a fim de maximizar o desempenho. O problema surge quando o nível de ansiedade se revela excessivo e logo desadaptativo, prejudicando os resultados.
Quase todos os acontecimentos são passíveis de provocar stress. Alguns são perfeitamente óbvios – como o desemprego, divórcio, doenças graves... – outros, nem por isso – actividades difíceis de conciliar, imprevistos, frustrações, etc.
Todos sabemos que o exercício físico melhora a saúde: As estimativas indicam que a boa forma física reduz o risco de morte em 40%. O Exercício físico proporciona sensações de prazer, autocontrole e, quando praticado regularmente pode mesmo ajudar a controlar as dependências. Desta forma praticando exercício físico estamos a apostar na nossa saúde e a contribuir para a prevenção e redução dos níveis do stress.A tensão muscular é um dos sintomas mais frequentes do stress. As postura incorrectas e o estilo de vida geralmente adoptado no dia-a-dia – em que geralmente a única parte do corpo que exercitamos são os dedos, para escrever ao computador – em nada colaboram para melhorar esta situação.
Contrariamente ao que a maioria das pessoas considera, a relaxação é muito mais do que estar deitado num bom sofá a ouvir música clássica, já que o conceito de relaxamento envolve o afrouxamento da regulação do sistema nervoso.

in medicosdeportugal.saude.sapo.pt

Ilusão ótpica!

Olegário Benquerença parece encostar a mão na cara de Raúl Meireles, mas não.

Adeus velho template ...



Repararam concerteza ao entrar no blog que desde a última visita registaram-se algumas mudanças.

De quando em vez é bom mudar.
Espero que gostem!
Nos próximos dias, pouco a pouco, a barra lateral irá ser reconstruída.

Cumprimento especial...

...do turco Arda Turan, do Galatasary, ao árbitro Lucílio Baptista num jogo da Taça Uefa da época transacta.

O último derby...

...de Paulo Paraty antes da reforma. Em fevereiro passado no Sporting - Benfica.

No último sábado em Aljustrel, em dia de Formação para os Árbitros do C.A. da A.F.Beja foi levantada a seguinte questão: É correcto exibir um cartão amarelo a um jogador que se encontre de joelhos?
Chegou-se à conclusão de que é pouco ético fazê-lo.
Podem comentar.

Um olhar que marcou a arbitragem...

...o do italiano Pierluigi Collina.

...relembramos o único jogo em que os novos equipamentos a utilizar pelos árbitros em competições da FPF foram utilizados - a Final da Taça de Portugal 2007/008 onde Olegário Benquerença estreou o equipamento de cor Bordeaux. Os novos equipamentos devem chegar brevemente às casas dos árbitros dos quadros da Federação.



Olegário no grupo de Elite


O árbitro internacional luso, Olegário Benquerença (AF Leiria), irá participar no Seminário para Árbitros de Elite da FIFA. O seminário em causa terá lugar na Suíça, entre os dias 23 e 26 de Setembro.
Olegário continua assim a sua marcha que todos esperamos lhe dê o passaporte para o Mundial 2010 na África do Sul, de forma a que a arbitragem portuguesa votle a estar representada nos grandes palcos.

Muitos erros de arbitragem foram registrados nos jogos da Euro 2008. Alvos de todas as críticas, os juízes precisaram demonstrar confiança. Para isso, eles puderam contar com o ex-jogador de basquetebol e psicólogo do desporto Mattia Piffaretti.
Ele foi contratado pela Uefa com a tarefa de preparar os árbitros para o stress das partidas.
Um golo duvidoso da Holanda contra a Itália porque o jogador caído atrás da linha de fundo cortava o impedimento. Um golo legítimo da Itália contra a Roménia foi anulado. Um cartão vermelho dado a um jogador russo no jogo contra a Holanda e depois anulado porque a bola já havia ultrapassado a linha de fundo. Pénaltis não apitados, faltas que passaram em branco etc.
Durante esta Euro, os árbitros e suas decisões foram - como de costume - alvo de críticas.
Essas situações nem sempre são fáceis para os juízes que tomam decisões em alguns segundos e só vêem as imagens de televisão depois do jogo. Para se preparar para o stress dos jogos importantes e para desabafar depois das actuações, os árbitros da Euro deitam-se no divã do suíço Mattia Piffaretti.

swissinfo: Como e por que você foi levado a trabalhar com os árbitros da Euro?
Mattia Piffaretti: Minha colaboração com a Uefa começou há três anos, com cursos de formação contínua para os árbitros internacionais que actual na Liga dos Campeões e na Copa Uefa.
Desde então, ministro cursos anuais de formação com módulos ligados à preparação mental: concentração, comunicação, gestão de conflitos com os jogadores e gestão do stress. Resumindo, todos os factores inerentes ao desporto e à arbitragem de alto nível. Na continuição desse trabalho, a Uefa decidiu que a preparação mental dos árbitros da Euro deveria ser levada muito a sério e me deu essa incumbência.


swissinfo: Exactamente de que maneira você trabalha com eles?
M.P.: Tenho um dever de discrição e não posso jamais revelar o teor das entrevistas que faço nesse torneio. Mas, de maneira geral, minha intervenção foi estruturada em várias etapas.
Primeiro trabalhei com o grupo todo de árbitros para reactivar o que já fora feito durante meses. Foi um pouco antes da competição. Depois, comecei a falar com os trios de arbitragem de maneira voluntária (quase 80% do grupo decidiu incluir o aspecto mental na preparação). Fazemos uma reunião antes do jogo em que fixamos objectivos. Depois assisto ao jogo e nos vemos novamente no final da partida para permitir que eles falem de suas emoções.
O fato de tomar um grande número de decisões, por vezes com sérias consequências, em alguns segundos e diante dos torcedores e das câmaras, provoca muito stress. Os árbitros devem poder dar vazão às tensões acumuladas para preparar melhor os próximos jogos. Até porque os prazos são muito curtos nesse tipo de competição.

swissinfo: Como você vê os árbitros?
M.P.: São desportistas de ponta, com a diferença de que eles praticam no melhor nível entre 35 e 45 anos, o que não corresponde à idade dos outros desportistas. Frequentemente eles têm grandes responsabilidades fora do desporto, uma família etc. Eles trazem, portanto, essa experiência para dentro do campo, o que lhes permite ter a distância necessária para manter a calma e lucidez em situações delicadas. Descubro cada dia mais o papel formidável que eles desempenham no futebol.

swissinfo: Nessa função você vivenciou a Euro de maneira diferente. Como você sente esse evento?
M.P.: Eu vou até a final porque meu mandato termina com a avaliação desse jogo. Vivo esse torneio como uma espécie de Jogos Olímpicos do Futebol para a Europa, embora para mim vá além de uma simples competição desportiva.
Vi muitas situações que me emocionaram, como quando vejo torcedores aplaudirem o hino nacional do adversário. Isso me faz compreender que o futebol não é só violência e competição, mas também de um momento de encontro.
Entrevista swissinfo, Mathias Froidevaux
in http://www.swissinfo.ch

Roberto Rossetti acompanhado pelos seus assistentes Alessandro Griselli (à esquerda) e Paolo Calcagno (à direita). Em baixo e à esquerda o 5º Árbitro Stephane Lannoy e o 4º Árbitro Peter Frojdfeldt.
A foto foi tirada no dia 28 de Junho, um dia antes da final entre Alemanha e Espanha.

Aproveitar a embalagem do EURO

A UEFA pediu aos árbitros e assistentes de topo da Europa para continuarem o bom trabalho realizado esta época, aproveitando os "desempenhos de alto nível" e resultados positivos do UEFA EURO 2008™.

Momento ideal
A reunião anual da UEFA com os árbitros de topo foi o momento ideal para o organismo responsável pelo futebol europeu dar os parabéns aos juízes, assistentes e quartos árbitros que estiveram na Áustria e Suíça, em Junho, e que tiveram papel fundamental na defesa do respeito, que a UEFA tem vindo a promover intensamente entre jogadores, árbitros, dirigentes e espectadores.

Analisar e preparar
Os árbitros reúnem-se no início de cada época com a UEFA e o Comité de Arbitragem, composto por antigos árbitros internacionais, para analisar os acontecimentos nas competições de clubes e de selecções da época anterior. Em cima da mesa também esteve a preparação de mais uma desgastante temporada, na qual terão de dirigir não só os encontros da UEFA Champions League e da Taça UEFA, como também os jogos de apuramento para o Campeonato do Mundo. Angel María Villar Llona, terceiro vice-presidente da UEFA e presidente do Comité de Arbitragem, desejou boa sorte aos juízes.

Excelentes arbitragens
"Quero felicitar os 12 árbitros, os 24 assistentes e os oito quartos árbitros que estiveram na fase final do Europeu", afirmou o alemão Volker Roth, membro do comité, que explicou que os juízes corresponderam às expectativas, na missão de substituir os árbitros de topo que recentemente penduraram o apito. "Não tínhamos Pierluigi Collina, Anders Frisk ou Markus Merk, mas vocês corresponderam ao que era esperado. Fizeram excelentes arbitragens e deixaram-nos muito orgulhosos. Apenas pedimos que mantenham este nível".

Consistência e uniformidade
O esloveno Vladimir Sajn, que também integra o comité, explicou que os árbitros no EURO 2008™ seguiram as instruções que lhes foram dadas, com o objectivo de proteger a imagem dos jogadores e do futebol, e que conseguiram estabelecer um novo nível de consistência e uniformidade. "Ficámos impressionados", declarou. "Todos os participantes, jogadores, treinadores e espectadores ficaram a saber o que podem esperar". Os árbitros auxiliares foram especialmente elogiados pela forma como conseguiram avaliar correctamente os foras-de-jogo em situações muito complicadas e também pelo bom espírito de equipa, que foi a regra entre as 12 equipas de arbitragem.

Sinal de respeito
O respeito e as atitudes positivas que prevaleceram durante o Europeu também foram destacados pela família da arbitragem da UEFA. Poucas decisões da arbitragem foram contestadas e a agitação foi mínima. "Tivemos oportunidade de ver que existiu respeito dos jogadores pelos árbitros", disse Roth. "Este é um grande sinal para o futebol, porque o desporto precisa de respeito e sem ele não terá sucesso".

Contributo dos árbitros
Finalmente, outro membro do comité, o escocês Hugh Dallas, também se referiu a esta matéria. "Os membros do comité falaram com as equipas, jogadores e treinadores, antes do arranque do Europeu, para explicar tudo aquilo que os árbitros não iriam tolerar. O facto de estes serem fortes e cumprirem as instruções tornou mais fácil a tarefa dos jogadores. Penso que o desempenho dos árbitros também contribuiu para o sucesso do Campeonato da Europa, por isso teremos de manter o mesmo nível para esta época, que é muito importante".
in Uefa.com

Linguagem corporal ajuda árbitros

Um conceito muito em voga que a Uefa quer ver melhorado!
Na mais recente reunião de árbitros de elite e de primeira categoria da UEFA, os principais juízes europeus ouviram que o uso correcto da linguagem corporal ajuda a melhorar a sua prestação debaixo de ambientes de enorme pressão, como o são os grandes jogos.

Indicações preciosas
Reunidos em Nyon, na Suíça, os árbitros presentes receberam indicações preciosas da parte do psicólogo desportivo suíço Mattia Piffaretti sobre como melhorar e aperfeiçoar a sua actuação dentro do relvado. Piffaretti apontou quatro razões-chave pelas quais a linguagem corporal é uma importante arma do arsenal dos árbitros. Primeiro, a sua actividade é de cariz internacional, o que implica que tenham de dirigir encontros envolvendo indivíduos de diferentes culturas; depois, a comunicação verbal pode ser complicada em jogos diante de adeptos muito ruidosos, tendo a linguagem corporal bem mais impacto nestas circunstâncias; para além disso, à velocidade a que os jogos de futebol são actualmente disputados, a linguagem corporal permite efeitos imediatos, evitando constantes paragens que seriam necessárias caso fosse necessário abordar o jogador verbalmente. Por fim, muitas vezes é complicado chegar por palavras às emoções dos jogadores, sendo o uso de gestos bem mais efectivo.

Quantidade e qualidade
"A linguagem corporal deve ser alterada consoante a situação. Trata-se de uma forma de comunicação que necessita de ser, simultaneamente, natural e fluída", explicou Piffaretti. "Devem usá-la com qualidade e em quantidades adequadas, pois caso contrário irão tornar-se numa figura que não são e os jogadores irão percebê-lo".

Consciencialização
O uso da linguagem corporal exige consciencialização, conhecimento cultural e inteligência emocional", acrescentou. "Permite expressar pensamentos, intenções e estados de espírito através de sinais, o que significa que serão compreendidos quando partilhados. Contudo, a linguagem corporal pode, por vezes, ser enganosa, pois mistura diferentes níveis de complexidade. É uma ferramenta muito poderosa, mas tem de se ter cuidado ao usá-la. Certos gestos podem estar ligados a certas culturas e podem levar a diferentes interpretações. Pode ser-se mal interpretado. É importante estar consciente das diferenças culturais e conhecê-las".

Uso razoável
Piffaretti explicou aos juízes presentes que o uso da linguagem corporal por parte de um árbitro pode levar ao estabelecimento de relações com os jogadores dentro de campo, ao mesmo tempo que permite manter o controlo do jogo. Transmite confiança, tranquilidade, firmeza, autoridade e até mesmo um lado humano do juiz, por exemplo, em caso de lesão de um atleta. "Mas têm de efectuar um uso razoável da linguagem corporal, porque há o risco de os jogadores começarem a vê-los mais como um amigo do que como um líder dentro de campo", salientou. "Os árbitros usam a linguagem corporal para aperfeiçoar as suas actuações, mostrar liderança, melhorar capacidades de controlo do jogo como a mediação e a ligação aos jogadores e para ganhar o respeito e a confiança destes. Mas não precisam de se exibir demasiado ou exagerar. Têm de continuar a ser vocês mesmos".

Olhar para trás e preparar o futuro
Durante esta reunião da UEFA - na qual também estiveram presentes os principais árbitros auxiliares - olhou-se ainda para o UEFA EURO 2008™ e fez-se uma antevisão da nova temporada do ponto de vista da arbitragem. Foram ainda realizadas sessões de treino físico sob as ordens do preparador físico de árbitros belga, Werner Helsen. A UEFA vai, agora, analisar os debates levados a cabo e as opiniões resultantes do curso, de forma a delinear um conjunto de conclusões que servirão de guia instrutório para árbitros e árbitros assistentes durante a temporada 2008/09.

in Uefa.com

Cartoon

Cartoon

Pois é! De facto é uma realidade. Os árbitros, uma vez que nunca «jogam em casa», mudam constantemente de local de actuação. Em todos os jogos se conhece um novo estádio ou pavilhão e naturalmente um novo piso.
Levando também em linha de conta que nos seus treinos semanais os árbitros podem treinar numa pista de tartan, numa qualquer passadeira de um ginásio, num circuito de manutenção em terra batida ou mesmo em alcatrão.
Se somarmos os pisos de relva natural, relva sintética, campos pelados, ou os pisos de pavilhão, então em quantos diferentes tapetes pode um árbitro correr ... num curto espaço de tempo?!
Esta alternância acarreta naturalmente algumas consequências a nível muscular. A corrida, como qualquer modalidade praticada, incorre em riscos de acidentes e lesões. Na corrida, por exemplo, o pé é a região que tem o contacto directo com o solo e por isso, está exposto a uma condição mais stressante. Para se ter uma ideia, dependendo da velocidade, o impacto do calcanhar com o solo pode chegar de 3 a 4 vezes o peso corporal.
Existem situações em que esta condição pode ser acentuada. Uma delas é o tipo de piso utilizado para correr. Esta pode ser uma condição de grande influência no surgimento de lesões de acordo com a resposta do organismo de cada corredor a determinado piso.

Equipamento próprio para cada piso
Os ténis aconselhados para relva sintética devem ter uma sola de borracha irregular como os da fotografia, ou possuir sola com pitons de borracha para terrenos duros. É aconselhado o uso de protecções para o pé e tornozelo de modo a tentar evitar entorses e outras lesões que acontecem facilmente no sintético.
Ao longo da época nas alturas em que os pés vão acumulando dores o uso de calcanhares ou palmilhas de silicone também surte efeitos satisfatórios.

Os pisos do futuro já são presente. Lentamente ou não, a relva sintética está a instalar-se em Portugal, com cerca de 300 rlavdos artificiais já em funcionamento. Nos clubes de futebol, um sintético garante uma redução nos avultados gastos de manutenção. Não é que a instalação seja mais barata que a de um piso de relva natural. Na verdade, um piso sintético, como o que o Sporting foi inaugurar ao estádio Luzhniki, quando defrontou o Spartak de Moscovo para as competições europeias na época 2006/07, custa entre 300 e 500 mil euros, sendo um um relvado natural não ultrapassa os 200 mil. É na sua manutenção que chega a verdadeira poupança. Um sintético não precisa de ser regado. Precisa apenas de ser escovado, de preferência diariamente. Os custos de manutenção ficam em cerca de dois mil euros por ano. A relva natural exige outros cuidados e manutenção especializada, que varia de acordo com os climas. A manutenção, por semestre, incluindo litros e litros de água de rega, fica em cerca de 50 mil euros. Outra vantagem do sintético é que suporta temperaturas até 50 graus negativos, onde não há relva natural que resista. Mas, como em tudo, há críticos. Há os que defendem que a pureza do futebol está em causa com a adopção de pisos sintético, há jogadores que prometem arrumar as botas se os sintéticos proliferarem, há os médicos que referem que os sintéticos são sinónimos de lesões graves, há relatórios mais ou menos científicos que apontam riscos de saúde, como a existência de virus associados aos pisos sintéticos. Porém, este argumentos não têm colhido na UEFA e na FIFA, organismos decisores. E, como os relatórios são como as sondagens, a FIFA apoiou a elaboração de um estudo aprofundado sobre os pisos sintéticos e a sua relação com o espectro da lesões, cavalo de batalha dos "inimigos" do artificial. Este estudo, conduzido por especialistas suecos, chegou a conclusão que os sintéticos "de última geração" são mais seguros para os jogadores. Acompanhando 500 jogadores em mais de 80 mil horas de competição, o número de lesões é inferior à média que se regista num piso de relva natural. Naturalmente, a FIFA usou este estudo para acelerar a sua implementação, apesar de ser sobejamente conhecido, por exemplo, que uma queda num sintético, por ser uma superfície quente, fere muito mais do que em relva natural.Um outro problema inerentes à utilização de pisos sintéticos tem a ver com os níveis de humidade. A acumulação de humidade provoca o aparecimento de micro-organismos e a possível existência de vírus associados a estas condições - facto que taé levou à pribição destes pisos em parques infantis. Tudo devido à incapacidade evaporação, visto que o próprio tapete sintético funcionava como bloqueador. O piso não permite a inflitração e circulação das águas fluviais. Os especialistas em pisos sintéticos, porém, também já desenvolveram soluções para este problema, que passam por assentar os pisos artificiais numa estrutura absorvente, com uma camada de granulados e cimento colante, em vez do tradicional alcatrão. Mas a FIFA e a UEFA, rei e rainha do futebol, já deram várias demonstrações de luz verde, verde sintético, entenda-se, para a adopção de relvados artificiais nas competições ao mais alto nível. O próprio governo português, em finais de 2006, fez anunciar o programa "Primeiro Relvado", cujo objectivo era o de instalar relvados sintético em 80 munícipios em Portugal. A esmagadora maioria dos municípios aderiu. Por uma razão muito simples: a vantagem entre um pelado, que no inverno se transforma em piscina de lama, e um relvado sintético não precisa de ser explicada.

As lesões desportivas, causas e consequências foram alguns dos temas abordados no 13º Congresso Internacional de Traumatologia Desportiva que se realiza até sábado na Alfandega do Porto.
O desporto é considerado um hábito saudável, o qual apresenta inúmeros benefícios para a saúde, no entanto toda a actividade desportiva deverá ser acompanhada e monitorizada de modo a evitar eventuais lesões. Esforços excessivos, má preparação física, métodos inadequados de treino ou, simplesmente, falta de aquecimento são algumas das causas que podem conduzir a lesões musculares e ligamentares, que têm vindo a ser debatidas ao longo do 13º Congresso Internacional da ESSKA.
Se até há pouco tempo as lesões eram atribuídas a factores relacionados com a preparação física do atleta, hoje começam a ser levantadas questões que colocam em causa as condições físicas e as infra-estruturas onde é praticado o desporto, como é o caso dos novos complexos desportivos cuja construção é feita com pisos sintéticos. Ainda não existem estudos concretos em Portugal mas alguns especialistas em traumatologia desportiva referem os pisos sintéticos como um factor negativo para a prática desportiva. Segundo João Espregueira-Mendes, Presidente do Congresso e da Sociedade Portuguesa de Artroscopia e Traumatologia Desportiva (SPAT) “existe em Portugal uma disseminação de construção e remodelação de complexos desportivos com quase exclusiva utilização de pisos sintéticos. No caso de um relvado a vertente económica é valorizada. Os sintéticos revelam-se mais rentáveis logo ao fim de um ano em relação relvado natural cujos custos de manutenção são bastante elevados.”
Estudos indicam que a probabilidade de contrair lesões aumenta em 50% com a alteração do piso, uma vez que a superfície é mais abrasiva. Outra desvantagem deste tipo de piso é o facto de um piso sintético necessitar de calçado adequado. Os pitons de alumínio não podem ser utilizados e mesmo os de borracha não são muito aconselhados, porque prendem em demasia na relva, limitando os movimentos do atleta.
João Espregueira-Mendes enquanto especialista em traumatologia desportiva refere que “as mudanças de tipo de piso podem ter graves repercussões. No caso do futebol a maioria dos clubes treina, com alguma regularidade, as equipas em campos sintéticos que são totalmente diferentes de todos aqueles onde são realizados os jogos. As condições proporcionadas por um relvado natural são diferentes das que se podem encontrar num piso artificial. Num piso natural quando o jogador desliza pela relva o terreno cede à força do atleta. Num piso artificial o atrito existente prende e condiciona os movimentos provocando as mais variadas lesões. Nas camadas jovens o problema poderá ainda ser mais grave uma vez que quase todos os nossos jovens infantis e adolescentes jogam ou virão a curto prazo a jogar em pisos de relva sintética. Com que garantias?”

Cartoon

Artigo no Jornal Correio da Manhã

Sociedade (quase) secreta

No final da época passada, um coca-bichinhos que se desse ao trabalho de olhar para a classificação dos 25 árbitros de futebol de 1ª categoria descobriria, espantado, que entre o 1º classificado (Jorge Sousa, do Porto) e o 25º e último (J. Vilas Boas, de Braga) a diferença era de apenas 0,267 pontos. Jorge Sousa, o 1º classificado dessa maratona dos homens do apito ao longo de 30 jornadas, obteve o total de 3,726 pontos, apenas mais 0,006 que o 2º e mais 0,267 que o último, o já citado homem de Braga (que até seria despromovido e já se demitiu), que obteve nada menos de 3,459 pontos. Ou seja, entre o 1º e o último houve umadiferençade somente 0,267 pontos! Que significado terão estes números tão artificialmente próximos e levados ao milésimo? O que haverá por detrás destas cifras ridículas senão uma forma de manipular as classificações dos árbitros por parte de quem os dirige? Como e quem é que classifica os árbitros deste país?
Os árbitros de futebol gostam de ser chamados de ‘juízes’ (talvez por isso imitem os juízes verdadeiros) e vivem, de facto, num sistema de totalauto-regulação.Sãoeles quem se classifica, se premeia ou se pune (muito raramente), não são avaliados nem escrutinados senão por si próprios. A subjectividade é outro traço do sistema. Começa logo com as classificações, aparentemente baseadas nas pontuações que lhes são dadas pelos observadores, segundo uma tabela de critérios (‘Regulamento de Arbitragem’, época 2008/09):
1. Pontuações atribuídas com base nos relatórios dos observadores, depois de corrigidaspelosrespectivoscoeficientes (ou seja, a nota de cada observador é condicionada por um coeficiente pessoal, arbitrário, fixado pela omnipresente Comissão de Arbitragem (CA);
2. Grau de dificuldade de cada jogo (mais um factor arbitrário e subjectivo a atribuir pela CA);
3. Pontuações de duas provas escritas e dois testes físicos prestados pelos árbitros (para ‘inglês ver’).
Ora, os 25 árbitros da 1ª categoria vão ser nesta época pontuados por 34 observadores, entre os quais, curiosamente, não se vê nenhum nome com algum relevo na arbitragem; mas, entre ‘cunhas’ de observados e ‘afilhados’ de pessoas influentes, saltam à vista pelo apelido primos e irmãos de árbitros e ex-árbitros. Tudo em família. O papa deste pequeno universo é um senhor simpático, bem-falante e fotogénico chamado Vítor Pereira que, na última AG da Liga, aumentou ainda mais os seus poderes, graças à habitual ‘distracção’ dos clubes, que se esquecem de que a simples decisão de um árbitro lhes poder ‘dar’ ou ‘levar’ dez milhões de euros numa só época. E votaram o que ele queria. Voltarei ao assunto.

Rui Cartaxana

O Conselho de Arbitragem da A.F.B. apresentou ontem na 1ª Acção de Formação da Época a Nova Tabela de Prémios, Alimentação e Transporte. Como diz no 1º Parágrafo do documento "Para conhecimento de Árbitros, Árbitros Assistentes, Observadores Técnicos, clubes e demais interessados, comunica-se que em reunião de Direcção desta Associação, foi aprovada a tabela de pagamentos abaixo descriminada para vigorar na época 2008/2009". Para esse mesmo «conhecimento» o Apito Bejense divulga então a tabela actual e a anterior para as devidas comparações.

À esquerda a tabela de 2006/07 e 2007/08.
À direita a nova tabela para 2008/09.

Decorreu ontem em Aljustrel a 1ª Acção de Formação para os Árbitros de Futebol do Distrito de Beja.
Com praticamente 6 dezenas de árbitros presentes foi dado o pontapé de saída na presente temporada, sendo que o dia serviu também para apresentação do novo Conselho de Arbitragem da A.F.Beja, com o presidente José Soeiro a apresentar os seus pares.
Durante toda a manhã os árbitros estiveram concentrados no Estádio Municipal de Aljustrel, onde no terreno de jogo foram recebendo as novas instrucçõesn em termos de movimentação e colocação bem como de sinaléctica, sob coordenação de Albano Fialho.
De tarde, já depois do retemperado almoço no Restaurante "O Pires", e na Biblioteca Municipal o Conselho de Arbitragem definiu as "regras de jogo" a cumprir pelos árbitro destacando o que da última época não quer voltar a ver repetir-se.
Em seguida as habituais aulas: "Alterações às Leis de Jogo" e "Regulamentação, Relatório Técnico e Outras Informações" com Albano Fialho.
No fim do dia o Conselho de Arbitragem apresentou a Nova Tabela de Prémios, Alimentação e Transporte a vigorar em 2008/2009.
Que a nova época corra igual ou melhor que anteriores!
Se possível brevemente apresentaremos algumas fotos do dia.


Decorre este fim de semana o Curso de Aperfeiçoamento para os Observadores de 2ª Categoria de Árbitros de Futebol de 11, que estão integrados na FPF.
É a 1ª das 3 acções avaliativas que os mesmos terão ao longo da época.
A A.F.Beja nesta temporada conta apenas com Manuel Custódio neste quadro.

Prepação Física


Mensalmente no site da Federação Portuguesa de Futebol o Professor João Dias vai colocando à disposição dos senhores Árbitros planos de treinos para cada semana.
Manual de Treinos para o mês de Setembro.

Segue esta ou outra metodologia, o que interessa é treinar!

Um Portugal - Inglaterra de 1950


Campeonato Nacional da 2ª Divisão - Série A
Ribeira Brava - Marítimo B: Marco Trombinhas

Campeonato Nacional da 3ª Divisão - Série F
Juventude Évora - Cova Piedade: João Constantino
Louletano - Pescadores: David Tomé

Amanhã decorre na Vila de Aljustrel, com o apoio do Município local, a 1ª Acção de Formação do Conselho de arbitragem da A.F.B. na nova época de 2008/09.
"Esta iniciativa destina-se a todos os Árbitros e Observadores de Futebol de 11 que vão fazer parte dos quadros de futebol (...) onde estarão presentes todos os restantes elementos que estão integrados nos vários quadros dos campeonatos nacionais.
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O programa das actividades é o seguinte:
9h00 - Chegada às Instalações - Campo de Jogos
9h15 - Apresentação dos elementos do Conselho de Arbitragem e os objectivos da sessão
9h45 - Exercícios de Campo
11h00 - Pausa
11h15 - Colocação, movimentação em campo e sinaléctica
12h15 - Encerramento da 1ª Parte
12h45 - Almoço
14h00 - conselho de Arbitragem, Afb e CM de Aljustrel
15h00 - Alterações às Leis de Jogo
16h45 - Regulamentação, Relatório Técnico e outra informação
17h30 - Encerramento

Notícias

Europeu feminino com arbitragem lusa
Para actuar nas partidas do Grupo 5 de apuramento para o Campeonato da Europa Feminino Sub-19 foram nomeadas as árbitras internacionais Sandra Bastos e Ana Brites, na qualidade de árbitra assistente. A prova disputa-se de 24 de Setembro a 1 de Outubro, na Eslovénia.
Márcia Pejapes e Sílvia Domingos (árbitra assistente) irão marcar presença na equipa de arbitragem dos jogos do Grupo 9 de apuramento para o Campeonato da Europa Feminino Sub-19, que terão lugar na Macedónia, de 24 de Setembro a 1 de Outubro.

Benquerença na Champions
Olegário Benquerença foi nomeado para liderar a equipa de arbitragem que apitará um jogo a contar para a segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.
O árbitro leiriense será auxiliado por José Cardinal (AF Porto) e Bertino Miranda (AF Porto), árbitros assistentes, e Elmano Santos (AF Madeira), enquanto quarto árbitro.
A partida em causa realizar-se-á a 30 de Setembro ou 1 de Outubro.

Holandês Bjorn Kuipers dirige jogo com Nápoles
1.ª MÃO DA 1.ª ELIMINATÓRIA DA TAÇA UEFA MARCADA PARA 18 SETEMBRO
O UEFA já divulgou o nome do árbitro que vai dirigir o jogo entre o Nápoles e o Benfica, referente à 1.ª mão da 1.ª eliminatória da Taça UEFA. Será o holandês Bjorn Kuipers.Patrick Gerritsen e Norbertus Simons serão os assistentes e Bas Nijhuis o quarto árbitro.O Benfica desloca-se a Nápoles a 18 de Setembro.

Alteração ao Quadro de Árbitros de 3ª Categoria Nacional
A Federação Portuguesa de Futebol divulgou, através Comunicado Oficial n.º065 de 3 de Setembro, mais uma alteração aos quadros de árbitros. Assim, em consequência de uma "Licença Prolongada" concedida ao árbitro de 3ª Categoria, Pedro Rocha, foi chamado a completar o respectivo quadro, o árbitro João Cabral (Vila Real).




Comunicado da APAF relativo à agressão do Árbitro Assistente José Ramalho
A APAF repudia vivamente o cobarde acto de agressão praticado contra o Árbitro Assistente Internacional José Ramalho, ocorrido no Jogo de Futebol S.L.Benfica-F.C.Porto, realizado no passado Sábado dia 30.08.2008.
COMUNICADO
1. A APAF, enquanto única Associação de defesa dos interesses dos Árbitros de Futebol, repudia vivamente o cobarde acto de agressão praticado contra o Árbitro Assistente Internacional José Ramalho, ocorrido no Jogo de Futebol S.L.Benfica-F.C.Porto, realizado no passado Sábado dia 30.08.2008.
2. Lamenta profundamente que as medidas de Segurança montadas para este jogo pelas Entidades competentes, no que respeita aos Agentes desportivos e aos espectadores, não tenham, na prática, impedido a referida agressão.
3. Apesar de imediatamente ter sido identificado e detido o agressor, entende-se como inexplicável e inaceitável que as Autoridades não tenham notificado a pessoa agressora para comparecer no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, para que, no prazo legal de 48 horas (até 2ª feira ao fim da tarde), pudesse a mesma ser presente ao respectivo Juiz, motivo (único) que foi, hoje, 3ª feira, dia 02.09.2008, fundamento para não ter sido feito o julgamento sumário, como o caso o merecia e justificava.
4. A APAF lamenta profundamente que, por esta razão, não tenha sido possível uma rápida e célere decisão judicial por forma a dissuadir os espectadores de praticarem actos violentos, inclusive a fixação de medidas de coacção, nomeadamente o impedimento de entrada nos Estádios e a periódica comparência do agressor nas Esquadras policiais enquanto os jogos se realizam, como acontece noutros países Europeus.
5. Não é por acaso que o Código Penal tutela a integridade física e moral dos Árbitros – no exercício das suas funções – prevendo, desde 15.09.2007, penas substancialmente mais pesadas para quem agrida os Árbitros, sinal de que a sua função é merecedora de largas garantias penais.
6. A APAF não teceu até este momento comentários sobre o assunto porque sempre confiou que as entidades judiciárias iriam funcionar de uma forma célere e eficiente, punindo, de uma forma justa, a pessoa agressora.
7. A APAF apela a que, a partir deste momento, sejam reforçadas e efectivamente cumpridas as medidas de segurança de todos os agentes desportivos, maxime os Árbitros, sob pena de estes últimos não se mostrarem disponíveis, nestas circunstâncias, para continuar a exercer as suas funções.
8. A APAF confia que a LPFP, bem como as instâncias judiciárias, tomem, no âmbito das suas específicas competências, as medidas que, no caso, são necessárias, nomeadamente no que respeita ao impedimento de entrada nos Estádios de este agressor.
Lisboa, 02.09.2008
APAF – Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol
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"Rídiculo"
A força dos clubes continua a determinar um conjunto de decisões que nada têm a ver com princípios de justiça e igualdade fomentados não apenas pela letra dos “estatutos futebolísticos” (FPF e Liga), mas também pela própria Constituição da República. A coisa mais certa e porventura mais importante que, ao longo do seu consulado, Filipe Vieira disse até hoje, identificava a relevância de ter as pessoas indicadas na Liga (o facto então invocado), mais do que o propósito de ver um plantel constituído com “consciência profissional”.
Infelizmente, o presidente do Benfica – que roubou o pensamento ao seu homólogo do FC Porto, o construtor do “modelo caciqueiro” arquitectado a partir da edificação do magistério de influências com base nas Associações Distritais, as primeiras plataformas de adulteração da verdade desportiva através das ramificações estendidas, local e geograficamente, nos sectores da Arbitragem e Disciplina – tem razão.
Manda quem pode e, neste momento, parece claro que o FC Porto manda na FPF e o Benfica na Liga, com o Sporting – à frente de um conjunto de “outsiders” quase todos rebocados pela espúria lógica das alianças circunstanciais – a ir às deixas e a espreitar alguma janela de oportunidade para daí poder retirar algum benefício.A credibilidade do futebol português avalia-se nos momentos das difíceis decisões.
O castigo aplicado pela CD da Liga, na sequência das incidências verificadas no clássico da Luz, é ridículo. E perigoso! Com regulamentos ridículos, que relativizam a violência, só podemos ter decisões ridículas. Punir com 1.500 euros uma entrada de um espectador em campo e respectiva agressão a um árbitro é tão ridículo quanto grave. Tão ridículo e grave quanto punir com 2.000 euros o arremesso de uma garrafa de água à cabeça de outro árbitro. Tão ridículo e grave ainda quanto punir com 500 euros “o rebentamento de 4 ou 5 petardos e o lançamento de 2 tochas”.
Daqui por diante: está aberta a porta para se dar uns “apertões” aos árbitros-assistentes. Como é possível? Esta clubitização do futebol português é doentia e a farsa está para durar.
Crónica de Rui Santos no Jornal Record


 

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