Lembra-se de Sándor Puhl?

Um árbitro que inscreveu o seu nome na história é o tetra-campeão Sándor Puhl, vencedor do prêmio organizado pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol nos anos de 1994 a 1997. Puhl começou a carreira em 1970, com apenas 15 anos, apitando nas divisões inferiores do futebol húngaro. Em 1984 fez sua estréia na Primeira Divisão do Campeonato Húngaro, na partida Vasas x Csepel. Em 1991 participou do Mundial Sub-20 em Portugal e no ano seguinte, actuou no Europeu de 1992 na Suécia.
Em 1994, aos 39 anos, chegou ao auge de sua carreira, quando foi o árbitro de 4 partidas no Mundial dos Estados Unidos, incluindo a grande final entre os dois maiores vencedores do torneio, Brasil x Itália. Nesta decisão, a equipa canarinha sagrou-se tetra-campeã após uma emocionante disputa de pontapés da marca de grande penalidade, vencendo por 3 x 2 após um empate sem golos no tempo regulamentar e na prolongamento. As outras partidas dirigidas pelo húngaro no mundial foram: Noruega 1 x 0 México (primeira fase), Brasil 1 x 1 Suécia (primeira fase) e Itália 2 x 1 Espanha (quartas de final). No Mundial de 1994, na partida entre Itália e Espanha nos quartos de final, Puhl não viu a cotovelada do defensa Tassoti que deliberadamente partiu o nariz do espanhol Luís Enrique. Felizmente, as câmeras de TV captaram a agressão e o Comité Disciplinar da FIFA puniu o jogador, mas não o árbitro, por julgar que o lance aconteceu fora do seu raio de visão. Após o sucesso no Mundial, Puhl ficou conhecido em todo o mundo e começou a apitar mundo fora. Em 1997 o húngaro foi ao Brasil, especialmente convocado para ser o árbitro da decisão do Campeonato Paulista daquele ano (São Paulo 1 x 1 Corinthians), numa época que São Paulo estava importando árbitros.
Outras partidas importantes de sua carreira são: final da Taça UEFA 1992-1993 entre Borussia Dortmund (ALE) e Juventus (ITA), a semifinal do Europeu de 1996 entre Inglaterra e Alemanha no lendário Wembley e a final da Liga dos Campeões da UEFA 1996-1997 entre Juventus (ITA) e Borussia Dortmund (ALE). Em 1998, um incidente marcou sua carreira de forma negativa, tirando Puhl do cenário dos grandes jogos internacionais. O incidente ocorreu na partida que dirigia na Liga de Campeões da UEFA daquela temporada, entre Feyenoord e Manchester United. Por não punir uma agressão do holandês Bosvelt no irlandês Irwin e nem relatar no relatório da partida, Puhl foi suspenso pela UEFA por seis meses. Após a suspensão, Puhl não foi selecionado para actuar no Mundial 1998 nem no Euro 2000.
Em 2000, aos 45 anos, Puhl comandou sua última partida internacional, um amistoso entre Itália e Inglaterra, em Turim. Ao todo, Puhl comandou 70 jogos em relvados internacionais e 225 jogos da primeira divisão do Campeonato Húngaro, nos seus 30 anos de carreira.
Logo após pendurar o apito, Puhl não perdeu tempo e iniciou uma carreira política ligada a arbitragem. Ainda aos 45 anos, foi eleito vice-presidente da Associação Húngara de Futebol e presidente da Comissão de Arbitragem do Campeonato Húngaro. Em seguida tornou-se membro do Comité de Árbitros da FIFA, que tem como presidente o espanhol Angel María Villar Llona e como vice-presidente o brasileiro Ricardo Terra Teixeira. Nesse Comité, a sua missão era interpretar e analisar as Leis do Jogo, devendo propor melhorias ao Comité Executivo. Actualmente Puhl dedica-se apenas à função de observador de árbitros da UEFA. Ele deve assistir aos jogos das competições da UEFA para observar o desempenho dos juízes, funcionando como importante conselheiro após as partidas, sobretudo na discussão das ocorrências e decisões tomadas. Hoje, quando relembra os últimos anos de carreira como árbitro, Puhl não é amargo sobre a punição que lhe foi imposta pela UEFA em 1998. “Sobretudo, um árbitro deve amar o futebol e querer servir ao jogo. Deve estar ciente que o jogo não é sobre ele", ensinou.

3 Comments:

  1. Anónimo said...
    O STRESS NA ARBITRAGEM

    O stress é já considerado como uma das epidemias do século XXI. Os seus efeitos são tão negativos para as pessoas como para a actividade que desempenha.

    O stress gera um aumento de pressão e consequentemente a falta de motivação.
    É importante e é saudável ter um certo nível de tensão, pois permite ter energia e a motivação suficiente para realizar e aumentar a sua atenção no preciso momento da sua intervenção.
    No entanto é importante aprender a controlar o stress, de modo a poder mantê-lo num nível saudável, porque quando o stress é excessivo à sua produtividade é bastante reduzida, isto quer na arbitragem quer no seu dia-a-dia.
    É importante sabermos a forma de controlar o stress e para isso necessitamos saber o que ele é, para que serve e quais os efeitos. Assim, o stress é uma resposta do organismo a uma acumulação de pressão interna e externa, geralmente ligados a um estilo de vida desgastante.
    Acontece que o stress em si não é mau. Sem ele o ser humano ficaria vulnerável não conseguia reagir. O excesso ou a falta de gestão do stress é que se torna prejudicial.
    Os problemas profissionais e familiares, o meio ambiente, a ausência da prática de exercício físico moderado a alimentação deficiente e pouco cuidada, o sentido de responsabilidade, a culpabilização, a carga de trabalho, a responsabilidade familiar ou profissional e as dificuldades financeiras, estes são alguns dos factores geradores de stress.
    Com o stress aparecem problemas como a hipertensão arterial, alterações do sono e de apetite, falhas de memória que podem levar qualquer pessoa à insegurança, perda de autoconfiança, em alguns casos apresenta problemas cardíacos, depressões, diabético, elevação da tacha de colesterol, envelhecimento precoce e no homem a disfunção eréctil.
    Porém talvez a falta de informação, a maioria dos Árbitros e demais agentes desportivos não reconhecem isto nem tem em consideração os problemas que o stress cria a eles próprios, ao nível das relações humanas e na sua actividade desportiva.
    É necessário ter em conta que qualquer pessoa emocionalmente equilibrada, sadia e bem disposta tem melhor condição de buscar satisfação na sua actividade arbitral sabendo lidar com os conflitos, podendo harmonizar o seu desempenho e assim dirigir o jogo com acerto, justeza e prazer.
    É importante um trabalho de consciencialização psicológica na actividade a desempenhar, não é só a saúde física importante é também a parte psicológica, pois se a emocional não estiver bem o lado físico também adoece e consequentemente a sua actuação perde com esse estado.
    Um abraço sem STRESS
    JOSÉ pEREIRA
    Anónimo said...
    José Pereira,parabens pela documento. Estes sim são os comentários que fazem falta a este grande blog do Dinis. Peço aos arbitros "a sério" que não se chateiem com os comentarios de alguns individuos que, se vocês repararem, deverão ser sempre os mesmos 2 ou três, pois o teor é o mesmo, a linguagem a mesma, os alvos os mesmos. Não se dexem abater por esses 2 ou 3 frustados que tentam lançar a confusão neste blog de interessante partilha da vossa paixão comum: a arbitragem.
    Abraço CG
    Anónimo said...
    Caro Dinis!

    O teu blog está excelente! É, sem dúvida, uma referência a nível da arbitragem: toda a gente fala dele. Não é como alguns blogs, ou melhor, como alguns pseudo-administradores de alguns blogs que copiam tudo e mais alguma coisa de outras fontes, sem ter a mobilidade de ser auto-suficientes, enfim...

    (Gostaria de te dar uma palavrinha ou duas na net, assim que estiveres online.)

    Continua assim, sê original e luta sempre por melhor, por fazer o que não está feito...

    Um grande abraço,
    José Carlos Rodrigues
    AFCoimbra

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