A história apresentada é contada na 1ª pessoa por Judith Wirschint, Ex-árbitro de futebol.
O Artigo foi retirado em Julho de 2004 do antigo site da APAF. O artigo mostra o caso real de um árbitro que não levava a sério o alongamento. Hoje arrepende-se. Não seja o próximo.
As fotos são do 1º Estágio para Árbitros organizado em 2005 pelo Núcleo de Árbitros de Lisboa em que o Formador Vítor Pereira alertava para a necessidade de ... alongar!
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"Gostaria de expressar a minha preocupação sobre algo que me sucedeu enquanto arbitrava jogos de futebol. Eu raramente vejo os árbitros, antes, ou ainda mais importante, depois dos jogos, fazer exercícios de alongamento. Os alongamentos são indispensáveis pois evitam graves lesões musculares, tais como rupturas nos ligamentos e/ou nos tendões.
A minha carreira de árbitro terminou quando me diagnosticaram tendinites em ambos os tendões em virtude de não ter feito os alongamentos suficientes antes e depois de actividades físicas que realizava (por exemplo: correr, andar de patins e arbitrar). Quando fui ao meu médico desportivo, ele foi direito ao assunto e informou-me que nunca mais podia fazer desporto (incluído a arbitragem) da mesma forma e intensidade que fazia antes. Nesse momento, apesar de estar bastante infeliz, considerei-me uma pessoa com alguma sorte porque, apesar de tudo, não tinha nenhum problema de artrites, o que poderia impedir-me de praticar permanentemente qualquer actividade desportiva.
Durante o ano seguinte, não sabia se me restabeleceria a 100%, se teria de andar de cadeira de rodas ou com muletas. Assim, enquanto as minhas dúvidas me continuavam a atormentar, para me distrair, fui observar outros árbitros a dirigirem jogos de futebol, não pensando nas actividades que gostaria de fazer e não poder. À medida que o tempo ia passando, tornou-se cada vez mais difícil manter uma atitude positiva sobre o que me estava a acontecer. Comecei a afastar-me cada vez mais do mundo desportivo e comecei a deixar de ir ver jogos e a não participar em reuniões sobre a arbitragem.
Após várias injecções de cortisona e 3 meses de terapia, ainda demorou mais 1 ano
para o meu corpo melhorar ligeiramente e me permitir ir às compras sem sentir fortes dores.
Esta lesão impediu-me, durante 2 anos, de fazer a minha vida normal e ainda hoje, 4 anos após o diagnosticar da lesão, não estou totalmente recuperado. Basta uma única vez sem fazer alongamentos antes ou depois de um pequeno exercício físico – até mesmo andar 15 minutos de bicicleta – para a inflamação poder surgir novamente.Senhoras e Senhores, eu não me canso de repetir a toda a gente a importância de fazer alongamentos, quer antes quer depois de uma actividade física. A prevenção é a melhor arma de que dispomos. Dê a si mesmo esses 20 minutos….A bem da sua saúde
."

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