Os árbitros portugueses são chamados a dirigir jogos noutros países, pelo que – supõe-se – aceitariam que árbitros
estrangeiros dirigissem jogos em Portugal.
estrangeiros dirigissem jogos em Portugal.As Federações requerentes são, normalmente, representativas de países que não têm o seu futebol auto-regulado. É o que acontece no areópago da bola indígena: a desregulação começa na cabeça daqueles que vêm defendendo a ideia segundo a qual os campeonatos começam a conquistar-se nas Comissões/Conselhos de Arbitragem e Disciplina – e só depois no relvado. O futebol português ainda não passou essa fase, porque, na verdade, há dirigentes, confessadamente, a pensar assim e outros a anicharem-se na cama que souberam fazer, de acordo com as fragilidades (intelectuais) que foram encontrando.
O futebol português é um futebol desregulado e a arbitragem é não apenas uma extensão dessa desregulação mas também o rosto de uma “indústria” falida. Financeira e moralmente. Neste último domingo tivemos duas situações, no âmbito da arbitragem, que são o espelho da mediocridade do futebol nacional: atrasos no começo de dois jogos com possíveis implicações no acesso ao segundo lugar da classificação (Restelo e Amadora), aparentemente com a bonomia dos respectivos árbitros, a avaliar pela extraordinária “boa disposição” evidenciada por Pedro Proença na Reboleira; uma “entrada criminosa” de Rodrigo Alvim sobre Carlitos, sancionada com cartão amarelo (por Jorge Sousa), quando o vermelho directo seria pouco. Num futebol sério e a sério, Rodrigo Alvim só voltaria a jogar quando Carlitos, gravemente lesionado por causa dessa, repito, “entrada criminosa”, estivesse em condições de o fazer.
Afinal, o futebol português tem os árbitrosque merece. Basta ver o critério normalmente utilizado pela FPF na escolha do árbitro para a final da Taça de Portugal, que pode colocar frente a frente – como é o caso desta época – duas equipas profissionais de topo: quem estiver à beira da reforma para levar (com ele e com ela) um “prémio de carreira”. Hermínio Loureiro tem uma tarefa muito difícil pela frente. Não pode falhar a sua hora.
Autor: RUI SANTOS
Etiquetas: NOTÍCIAS
0 Comments:
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)